Apresentação

Assis, 28 de agosto de 2018.

Existem diversas razões para a criação deste blog e deste texto, tratado como o primeiro post, a primeira é externar meus pensamentos pessoais distante do rigor acadêmico, seja como historiador ou professor, transformando o blog em uma válvula de escape para expor ideias e percepções sem a preocupação das amarras científicas impostas pela academia, ao mesmo tempo, contemplarei aqui a filosofia e a história, que são as principais razões para esses fluxos de imaginação. Me sinto confortável para expor desta forma reflexões sobre assuntos aos quais minha “opinião” não tem nenhuma relevância, mas que emergem de problemas que me incomodam na contemporaneidade, penso que assim talvez, eu possa compor o Zeitgeist, enquanto me esforço concomitantemente para capturá-lo.

Neste espaço pretendo publicar crônicas, fluxos de consciência, contos, poesias (se a minha sensibilidade permitir), resenhas sobre livros ou filmes entre outras formas de expressão que definam para mim mesmo o meu posicionamento ideológico e as minhas previsões catastróficas (ou nem tanto). A iniciativa que emergiu sentimentos paradoxais que visam modestamente e audaciosamente procurar meu lugar na cidadania e na democracia e dividir anseios com outros blogueiros/ internautas que sentem uma necessidade semelhante de se expressar livremente, respeitando e contemplando a diversidade cultural e social da humanidade. Outra razão para a criação deste espaço virtual, que está me fazendo lembrar as confissões de Doug Funny, é o “treinamento” de técnicas de escrita e leitura já que são as atividades que me deram acesso às melhores oportunidades que tive na vida e pelas quais desenvolvi um grande carinho, além de compor um local de fala que me deixa bastante a vontade. Por último, mas muito importante, essa ideia surgiu do encorajamento de um grande amigo – Jovem Antimídia – que tem me cobrado (de maneira saudável) esse tipo de escrita, além de dividir verbalmente muitos desses devaneios irrelevantes, que desenvolveram em minha consciência uma necessidade ética publicá-los, pois, advém de um esforço conjunto, articulado com uma cultura (ou identidade) que corre sério risco no tempo das redes sociais: a troca franca de ideias, verbalmente ou textualmente, em uma mesa de botequim, nos intervalos das aulas ou em uma sala de república, que criam dialéticas entre gerações, culturas, histórias de vida, experiências e/ou percepções distintas e abundantes.

Devaneios Irrelevantes segue assim, por mim, o mantra cartolista de “sair por aí a procurar, porque preciso/ quero me encontrar”, e quem sabe incitar debates, se articular com outras percepções mundanas, motivando, identificando ou irritando outros cidadãos tão desconhecidos quanto eu presos ao desesperador e sufocante processo de acumulação de características que aumentam (aparentemente) oportunidades no mercado de trabalho.

Deleuze afirmou em seu célebre abecedário que “todos somos um pouco dementes”, este blog servirá para expor as percepções que mais me intrigam, encontrar esse meu ponto de loucura e contemplá-lo e conservá-lo para não me perder em naturalizações que uma vez foi descrita por Oscar Wilde: “Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, tolos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril”. A atividade da escrita proposta rema no sentido oposto, portanto, da pedagogização moralista porca, cretina, moralista e arrogante.

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