MIL VIDAS (Tradução)

SOBRE A HISTÓRIA…

Segue uma tradução (amadora) da música Mil Vidas do rapper espanhol Nach (Ignacio Fornés Olmo).

Nach_2_-_VII_Festival_Solidario_Aspaym_2014

MIL VIDAS (NACH)

Link para a música

Tradução livre: Arthur D Carrega

 

Toda uma vida é pouco para um homem
A Terra me entregou um quando e um onde
atracado agora nesta era de insônia
quero viver mais vidas que a que me corresponde
viajar pelas paisagens que toda memória esconde

Ver-me no princípio dos tempos sem autoconsciência
Homo sapiens, cuja a ciência é a supervivência
com a pele em carne viva, minha paciência doma o fogo
mãe terra dá a essência que alimenta rápido

Habitar o Nilo antes de Jesus Cristo
ser escriba do Antigo Egito, ver que existo
e ainda resisto junto a Keops, meu Faraó
saber que é dono dos sonhos que possuo e da minha razão

Civilização charmosa como a Grecia
sentir viva a paixão de Platão, cosmovisão
Desde o Partenon sua herança
entre colunas coríntias, suas lições limpam minha consciência e são

Luz para o coração, são luz para a história
São luz como magnólias na Mongólia
sentir-me um samurai com sede de glória,
defender meu império, conquistando como único meio para fazer história

(REFRÃO)
Mil vidas, quisera eu viver todas
uma apenas é pouco e eu choco entre as ondas
do tempo, hora indo a deriva
porque é só uma época, porque é só uma perspectiva

As ondas do tempo chegam ao renascimento
ali Leonardo me antecipa um novo invento
me sento com Copérnico em um mundo esférico e metálico
enquanto a inquisição segue meus passos sem respirar

Viena 1700, cidade cheia de cultura
Eu sinto a beleza de um lugar distante
ao alcançar Mozart, eu gosto de vê-lo tocar
e acariciar a eternidade entre suas notas de piano

Sinfonia em harmonia
querer viver as vidas que não foram minhas não é absurdo
como entrar no palácio de um Czar em São Petersburgo
e gritar: Revolução! Para mudar o mundo

E enquanto ele muda eu o observo
povos invadem povos, séculos, derrotas e civilizações destruídas
ver-me ao lado do Toro Sentado, ser um chamam
meditando iluminado entre os campos de Dakota

E a magia brota nas minhas mãos, cura o homem branco
e a loucura que se espalha, e assim o futuro se pressagia
enquanto o sol, do seu trono, vigia e dita
o ser humano é apenas um piscar de tudo que já viu

Vem chocar nas ondas do tempo, milênios que se fundem em um só momento, quero viver mil vidas

Chicago, anos 20, eu visto um sobretudo e sapatos de brilhantes
sinto o caos/descontrole olhando em cada esquina
a lei seca se impõem, vou a um cabaré
para esquecer-me que a máfia de Al Capone pretende me liquidar/matar/assassinar

Viajar a Woodstock e desde o amanhecer, deitado,
tendo me entregado/entregue ao amor livre e ao prazer
assistir a um show de Jimmy Hendrix, Janis Joplin e Tim Hardin
dropar LSD, este é o meu jardim, meu camping

Minha liberdade sem fim, aí me vejo, mergulhado
Entre os campos da história e sua sorte
quero escapar com esta caneta de um presente que me constrange
estar na pupila de Neil Armstrong ao pisar na lua

Ser um Pantera Negra com meu punho ao alto pelo afro
sentar-me com Rosa Parks atrás daquele carro
aprender com Crazy Legs e T-Kid nas suas primeiras assinaturas/marcas
fim dos 70, sul do Bronx, não há mais enigmas

Que o desejo de viver mais vidas que apenas uma
Madrid 83 agitada, eu na porta de Roccola
abismado, fumando um cigarro
pensando que o caminho que separa o berço e o cemitério é curto

Mil vidas, onde eu quis estar e tudo que eu quis ver…

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